Um homem foi preso em flagrante na manhã desta quinta-feira (11), em Aragarças (GO), suspeito de praticar pesca predatória e comercializar espécies de peixes cuja captura é proibida na Bacia Hidrográfica do Rio Araguaia.
A ação foi realizada pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Aragarças, com apoio da Polícia Militar. Segundo a polícia, o suspeito foi flagrado comercializando pescado em sua residência, localizada nas proximidades da Delegacia de Polícia.

A movimentação foi observada por um policial civil que seguia para o trabalho e presenciou a negociação entre o investigado e o condutor de um veículo. Durante a abordagem ao comprador, os policiais encontraram exemplares das espécies conhecidas popularmente como “bargada” e “cachara”, cuja captura é proibida na região.
Ao ser questionado, o comprador informou que havia adquirido os peixes na residência do suspeito. Diante da informação, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar realizaram buscas no imóvel.
Durante a vistoria, foram encontrados outros exemplares das mesmas espécies escondidos em diferentes locais da residência, incluindo baldes com sabão, uma máquina de lavar roupas, sob roupas sujas e até mesmo no chão de um galinheiro. A polícia também apreendeu uma tarrafa e um gancho, considerados petrechos de pesca de uso proibido.
O homem foi autuado, em tese, pelo crime de pesca proibida, previsto no artigo 34 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). A Polícia Civil também apura possível crime contra as relações de consumo devido ao armazenamento e à comercialização irregular do pescado.
Durante o interrogatório, o suspeito negou as acusações e afirmou que havia comprado os peixes de uma terceira pessoa, cuja identidade não soube informar.
Após a lavratura do flagrante, foi arbitrada fiança equivalente a dez salários mínimos. Como o valor não foi pago, o investigado foi encaminhado para a Unidade Prisional de Aragarças, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
As investigações continuam para apurar possíveis envolvidos e a origem do pescado apreendido.
Polícia Civil de Goiás: Investigar para proteger.