O documentário, dirigido e apresentado pelo jornalista Carlos Magno, tem como objetivo sensibilizar a sociedade, autoridades e especialistas para a conservação de um dos rios mais emblemáticos do Brasil, com foco na valorização das riquezas naturais e culturais do estado de Goiás.
A produção retrata a essência do rio e os esforços realizados para garantir sua preservação para as próximas gerações.
“É um projeto grandioso que tem tudo para dar certo, porque tem vontade política, gente envolvida e engajada, dinheiro e tecnologia para prosperar. É seguramente o projeto mais ambicioso de recuperação da nascente de um grande rio em todo o mundo”, enalteceu Magno ao falar do Juntos pelo Araguaia.

Após a exibição no cinema, o documentário será transmitido na TV aberta, ampliando sua abrangência e impacto.
O evento integra as ações do Projeto Record no Araguaia que, ao longo de quase três meses de atividades às margens do rio, percorreu mais de 300 quilômetros, consolidando-se como uma das maiores coberturas de engajamento e visibilidade da Record Goiás.
Ao longo de sua produção, Raízes do Araguaia contou com o trabalho de jornalistas, cinegrafistas, produtores e editores da emissora, unindo entretenimento, jornalismo e interatividade.
O diretor executivo da Record Goiás, Cícero Rocha, lembrou que a ideia de produzir o documentário veio da necessidade de levantar um sinal de alerta com relação à preservação do meio ambiente.
“Essa é a nossa prioridade, pois sabemos da importância da preservação da biodiversidade, para que as gerações futuras possam desfrutar de toda essa riqueza”, sublinhou.
Ações de conscientização
O Juntos pelo Araguaia é o maior projeto de revitalização de bacias hidrográficas do Brasil, abrangendo 16 municípios de Goiás.
Idealizado pelo Instituto Espinhaço e lançado em 2019, em Aragarças (GO), em parceria com o Governo de Goiás, seu objetivo é recuperar a bacia do Alto Rio Araguaia e promover uma mudança de visão e relacionamento das pessoas com a natureza.
Proposta visa equilibrar valores ecológicos, econômicos e sociais por meio de ações de reflorestamento, conservação de solo e água e transformação cultural.
Com governança inovadora e sem uso de recursos públicos, o programa conta com a adesão de empresas patrocinadoras, que investem na recomposição da vegetação e educação ambiental, enquanto instituições credenciadas executam as ações sob supervisão da Secretaria de Meio Ambiente (Semad).
Outra ação de destaque é a destinação de cerca de R$ 16 milhões para o Araguaia Vivo, para preservação e sustentabilidade da bacia do Rio Araguaia, via Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg).
Iniciado em julho de 2023 e com conclusão da primeira fase prevista para julho de 2026, abrange pesquisa científica, educação ambiental, inovação tecnológica e levantamento da biodiversidade, com o objetivo de promover o desenvolvimento sustentável na região.