DA REDAÇÃO
Neste dia 6 de maio, completa-se um ano e três meses desde a deflagração da Operação Maracutaia, conduzida pela Polícia Civil de Aragarças, uma investigação que não apenas chamou atenção, mas escancarou o que muitos já suspeitavam; a política local flertando perigosamente com práticas criminosas.
À época, a ação desarticulou uma organização criminosa que operava dentro da própria Câmara Municipal de Aragarças. No centro do escândalo, o então presidente da Casa, Dulcindo Figueiredo dos Santos, conhecido como “Duda”, foi indiciado como chefe do esquema.
A Polícia Civil de Aragarças, por meio do delegado Fábio Marques e de sua equipe, realizou um trabalho técnico irretocável, célere na apuração, consistente no conjunto probatório e exemplar na condução dos fatos.
O inquérito encontra-se, desde então, na DERCAP (Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra a Administração Pública) em Goiânia, uma unidade especializada da Polícia Civil (PCGO) focada em investigar corrupção, fraudes e crimes cometidos por servidores ou contra o erário público. Atua em operações de combate a desvios funcionais, licitações fraudulentas e proteção do patrimônio público.
Ainda assim, quinze meses depois, o caso parece submerso em um silêncio ensurdecedor. A pergunta que ecoa, incômoda e persistente, é inevitável; a quem interessa a morosidade?
Em Aragarças, a poeira até pode ter baixado, mas não por ausência de gravidade, e sim por excesso de conveniência. A memória política segue curta; já os fatos, esses permanecem longos, densos e difíceis de serem soterrados.