Da Assessoria
Agosto é marcado pela mobilização do Agosto Lilás, campanha que reforça a importância da prevenção e do enfrentamento à violência contra a mulher. Mas combater esse problema precisa ser um compromisso permanente de toda a sociedade e, principalmente, do poder público.
Os números mostram que ainda há muito a avançar. Somente no primeiro semestre de 2026, o Brasil registrou 741 feminicídios, segundo dados do Monitoramento Nacional da Violência contra a Mulher, do Ministério da Justiça e do Ministério das Mulheres.
A violência contra a mulher não se resume à agressão física. Ela também pode acontecer por meio de ameaças, perseguição, violência psicológica, sexual, patrimonial, moral e, cada vez mais, no ambiente digital. A divulgação de imagens sem consentimento, a perseguição pelas redes sociais, ameaças e até o uso de inteligência artificial para constranger mulheres são formas de violência que precisam ser reconhecidas e combatidas.
Diante dessa realidade, o suplente de deputado estadual e pré-candidato, Moacir Couto defende que, além da prevenção e do fortalecimento dos canais de denúncia, é preciso criar condições para que as mulheres consigam romper com o ciclo de violência e reconstruir suas vidas com segurança. “Não basta dizer para uma mulher que ela precisa denunciar. Muitas vezes, ela sabe que precisa sair daquela situação, mas não tem para onde ir com os filhos. Precisamos pensar em uma estrutura que ofereça acolhimento, segurança e condições para que essa mulher possa recomeçar com dignidade”, afirma.
Moacir cita como referência uma iniciativa que está sendo desenvolvida em Água Boa, onde espaços que foram apreendidos estão sendo destinados para acolher mulheres vítimas de violência. “Temos exemplos de iniciativas que podem servir de referência, como em Água Boa, onde espaços que foram apreendidos estão sendo destinados para acolher mulheres nessa situação. É uma ideia que precisa ser discutida, adaptada à nossa realidade e transformada em política pública. Precisamos encontrar caminhos para que uma mulher que decide romper com a violência não se veja sem alternativa, principalmente quando tem filhos”, destaca.
Para Moacir, o Agosto Lilás deve servir como um momento de reflexão e de discussão sobre soluções permanentes.