Da Redação
Depois da era Marcão, Aragarças nunca viu tanto investimento do Governo Federal como agora, sob o quarto mandato do presidente Lula.
E isso não é narrativa de militância, é dado concreto; obras destravadas, recursos liberados, convênios assinados e dinheiro circulando na economia local. Enquanto alguns vivem de discurso inflamado nas redes sociais, a cidade vive de obras no chão.
Curioso é que muitos dos que hoje colhem os frutos foram os mesmos que, ontem, torciam contra. Criticavam Brasília, atacavam o presidente e profetizavam caos. Mas quando o recurso cai na conta da prefeitura, o silêncio é ensurdecedor; e a placa da obra, convenientemente, não menciona de onde veio o dinheiro.
Aliás, em momento algum esse prefeito de extrema direita informa ao eleitorado aragarcense que cerca de 90% de tudo o que se faz em Aragarças, nos últimos três anos, é fruto de recursos federais. Talvez seja um lapso de memória seletiva. Ou quem sabe seja apenas modéstia institucional ao contrário; exibe a obra, mas omite a origem do cofre.
E há um detalhe que desmonta qualquer discurso de autossuficiência; a dependência financeira dos pequenos municípios brasileiros, como Aragarças, em relação aos recursos do Governo Federal é um fenômeno estrutural e crescente. Cerca de 80% das cidades dependem de transferências da União para sobreviver. Ou seja, não se trata de favor, mas de engrenagem institucional. O pacto federativo funciona assim; gostem ou não.
A verdade é simples; enquanto o discurso é ideológico, o dinheiro é federal. Enquanto a retórica fala em independência, a prática depende de Brasília.
No fim das contas, a ideologia pode até render curtidas, mas é o investimento que gera emprego, movimenta o comércio e muda a realidade da população.
E contra fatos; principalmente quando vêm carimbados com o brasão da República, nem a oposição mais barulhenta consegue gritar mais alto.