Vento derruba forro do milionário anfiteatro de Aragarças

DA REDAÇÃO

A queda do forro da parte externa do anfiteatro de Aragarças, registrada após um vento na tarde de quarta-feira (14), chama atenção não apenas pela fragilidade da estrutura, mas também pelo contexto que envolve a execução da obra e o histórico recente de investimentos públicos no município.

A empreiteira responsável pela construção do anfiteatro foi a Interior Construtora EIRELI, que recebeu R$ 1.027.432,28 pela execução do projeto. A empresa figura entre os alvos da Operação Calliandra, deflagrada pela Polícia Federal em 10 de abril de 2024, que apura fraudes e desvios de recursos públicos federais repassados ao município de Barra do Garças (MT) para a revitalização da Orla do Rio Garças e da Praça Domingos Mariano.

O episódio se soma a uma sequência de situações consideradas constrangedoras. Recentemente, o portal da Avenida Beira-Rio, construído com emenda superior a R$ 1 milhão destinada pelo deputado Professor Alcides, não resistiu à primeira chuva. Agora, o anfiteatro, que também custou milhões de reais e teve a honraria de ser inaugurado duas vezes, inclusive com apresentação da dupla Nico e Lau, não suportou a ação do vento.

O que era para ser durável acabou se mostrando descartável. O que deveria servir como referência em qualidade tornou-se exemplo de fragilidade estrutural. Situações como essa levantam um questionamento inevitável: obras que não resistem às condições climáticas básicas resistiriam a uma fiscalização mais rigorosa?

O caso reacende o debate sobre qualidade das obras públicas, responsabilidade técnica e uso eficiente dos recursos públicos, especialmente em uma gestão que figura entre as que mais receberam verbas estaduais e federais nas últimas décadas em Aragarças.

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